PATOLOGIAS DO JOELHO
ARTROSE DO JOELHO
A artrose no joelho é muito mais do que a simples perda da cartilagem articular com atrito entre o osso do fêmur e o osso da tíbia. Na verdade, a artrose é uma patologia que envolve o joelho como um todo, levando à alterações de todas as estruturas do joelho, incluindo os meniscos, ligamentos e o tecido que recobre a articulação chamado de sinóvia. Sendo assim, em casos iniciais de alterações degenerativas do joelho, é difícil definir se o paciente já possui artrose ou não.
A artrose pode ser secundária a patologias como osteonecrose do joelho, lesões ligamentares e rupturas de menisco, doenças inflamatórias como artrite reumatóide, gota, entre outras.
LUXAÇÃO DA PATELA
O problema é que após o primeiro episódio, o paciente pode sentir uma instabilidade da patela e apreensão com medo de nova luxação cada vez que tenta praticar atividade física. E realmente, caso não se faça um tratamento adequado, a chance dessa nova luxação pode ser muito alta.
É importante uma detalhada avaliação com o cirurgião de joelho, especialmente para determinar os fatores de risco para nova luxação da patela, que envolvem alterações do formato do osso do fêmur e da patela, uma lateralização da inserção do tendão patelar na tíbia, a presença de patela alta
CONDROMALACEA
Se você já sentiu aquela dor anterior no joelho, ao redor ou atrás da patela, que piora ao se agachar ou pular, subir ou descer escadas, ou mesmo quando corre, sabe bem do que estou falando.
A dor patelofemoral não possui uma única causa específica, mas o aumento da prática de atividades físicas na população jovem e de média idade, as vezes em nível quase profissional, porém sem a orientação e preparo adequado que os profissionais possuem, pode estar relacionado a um aumento da prevalência dessa patologia.
OSTEONECROSE
A osteonecrose do joelho trata-se de uma patologia que é causa de muitas controvérsias dentro da cirurgia de joelho. A principal fonte de discussão é a respeito do início da patologia.
Sua origem é difícil de explicar e se exigirá atenção do leitor para uma compreensão completa. Há alguns anos atrás se pensava que a causa da osteonecrose era a falta de suprimento vascular, semelhante às osteonecroses de quadril. Hoje em dia, sabemos que a causa vascular corresponde a uma pequena porcentagem dos casos, os quais chamamos de osteonecrose secundária. A grande maioria dos casos tem origem no que chamamos de fratura subcondral.
BURSITES E PATOLOGIAS DOS TENDÕES DO JOELHO
Bursites e tendinites são causas muito frequentes de dor aguda ou crônica nos joelhos. As bursas estão presentes geralmente entre tendões e osso, tendo como função diminuir o atrito entre essas estruturas. O contato repetitivo e alterações na biomecânica da contração muscular e movimento articular podem levar a inflamação das bursas, o que é chamado de bursite. O tratamento é quase sempre conservador, incluindo fisioterapia, uso de antiinflamatórios e infiltração de corticóides. Algumas vezes, as bursites estão associadas com outras patologias mais importantes. A bursite anserina, por exemplo, que é a inflamação da bursa dos tendões da pata de ganso, está relacionada à presença de artrose do joelho.
LESÕES DO MENISCO
Extremamente comum, quase todo mundo conhece alguém que teve lesão de menisco ou até realizou cirurgia de artroscopia para tratar uma ruptura meniscal.
O menisco, diferente do que muitos pensam, não é uma cartilagem dentro do joelho. Na verdade, ele é uma estrutura que está presente entre as cartilagens que cobrem o osso do fêmur e da tíbia e tem como função principal justamente proteger essas cartilagens, servindo como um sistema de absorção de carga, semelhante às molas de um carro. No momento em que perdemos a função do menisco por uma ruptura, ocorre uma alteração importante na distribuição de cargas do joelho, predispondo a ocorrência de degeneração da cartilagem e, consequentemente, artrose.
RUPTURA DE LIGAMENTO CRUZADO (LCA)
Não é a ruptura ligamentar mais comum de joelho, perdendo para a ruptura do ligamento colateral medial, mas é a mais comum com necessidade de tratamento cirúrgico.
O ligamento cruzado anterior serve para estabilizar o joelho, especialmente durante movimentos de rotação, que são muito importantes em esportes como o futebol, basquete, handball, surf, esqui, entre outros. Sua ruptura acontece em entorses que envolvem rotação do joelho e mecanismo de valgo (joelho para dentro).
Um dado importante da história do paciente que sugere a ocorrência da ruptura do LCA é o “inchaço” do joelho poucos minutos após o entorse e a incapacidade de continuar o jogo. Em lesões crônicas o paciente se queixa de instabilidade do joelho, na forma de falseios. É muito comum a associação de ruptura do LCA com lesões meniscais e de cartilagem.
RUPTURA DE DEMAIS LIGAMENTO
A ruptura ligamentar mais comum do joelho é a do ligamento colateral medial. Ocorre em entorses que envolvam uma força que empurre o joelho de fora para dentro, mecanismo de lesão extremamente comum em esportes como o futebol. Quando feito o diagnóstico precoce, ainda na fase aguda, a quase totalidade dessas lesões é tratada de forma não cirúrgica com o uso de uma órtese imobilizadora do joelho por período que varia de 6 a 8 semanas, a depender do grau da ruptura. O tratamento tem alta taxa de sucesso devido ao grande potencial de cicatrização desse ligamento.